terça-feira, 28 de agosto de 2007

Introdução




Fomos buscar nas causas estruturais e históricas os obstáculos que impedem nossos alunos de interagir com matemática;

A atitude positiva do professor


* Acreditar que o aluno pode aprender é a melhor atitude de um professor para chegar a um resultado positivo;

O papel do professor


Qual o papel do professor?????

*Ele precisa saber fazer a transposição didática dos conhecimentos universais que serão ensinados em sala de aula, transformando-os em conhecimento significativos para os alunos, quaisquer que sejam suas origens e condições socioeconômicas.
* Mas o que podemos dizer do papel do professor? Sua influência sobre o desenvolvimento da personalidade do aluno é relevante?
A resposta é sim. O professor exerce função não menos importante do que a dos pais no desenvolvimento da criança.
A criança vai lentamente lutando pela liberdade de sua consciência individual desde a mais tenra infância e, nesta luta, a escola exerce um papel fundamental por ser o primeiro ambiente que a criança encontra fora da família. Neste ambiente é inevitável que os companheiros substituam os irmãos, o professor o pai, a professora a mãe.
O professor deverá estar consciente deste papel e da sua importância. Deverá entender que sua tarefa não é apenas inserir na cabeça das crianças um número crescente de ensinamentos e sim, antes de tudo, exercer certa influência sobre a personalidade, como um todo.
A atuação do professor sobre a personalidade da criança é, em alguns casos, mais importante do que as atividades curriculares.
Visto desta maneira, o professor é a ponte mais importante da passagem do mundo infantil para o mundo adulto, pois junto com os pais, os professores são responsáveis pelo encorajamento ao crescimento e independência das crianças.
Ouvimos muitas vezes que o adolescente está destinado para o mundo e não para permanecer agarrado a seus pais. Mas como introduzir este jovem no mundo adulto de maneira segura e sem traumas?
O professor tem aí o cerne de sua função social, porém como personalidade e não como um mero transmissor de conhecimento.
A tarefa é difícil. Por isso o professor deve estar preparado psicologicamente para exercer plenamente suas funções com responsabilidade e harmonia.
Segundo o médico, psicólogo e pensador suíço, Carl Gustav Jung; - “Como personalidade, tem, pois o professor tarefa difícil, porque se não deve exercer a autoridade de modo que subjugue, também precisa apresentar justamente aquela dose de autoridade que compete à pessoa adulta e entendida perante a criança”.
Esta atitude não poderá ser obtida forçosamente, porém deverá vir de modo natural à medida que o professor se comporta de acordo com o que ele se propõe a ensinar.
O professor deverá antes e mais nada ser um cidadão que cumpre seus deveres como tal, deverá ser uma pessoa correta e sadia. O bom exemplo é o melhor método de ensino, uma vez que ocorre espontaneamente e inconscientemente, onde a personalidade do professor se sobrepõe ao método adotado.
Se o professor estiver psicologicamente sadio e entender que sua função no mundo vai além de simplesmente encher as cabeças das crianças com matérias e mais matérias, certamente iremos ter crianças, jovens e adultos mais saudáveis, ou melhor, vamos ter adultos de verdade, preocupados com si mesmos e com os outros, respeitando-se mutuamente e ao seu meio ambiente.
Diz Jung: “Desde que o relacionamento pessoal entre a criança e o professor seja bom, pouca importância terá se o método didático corresponde ou não às exigências mais modernas.”
Neste sentido a educação dos adultos, neste caso a do professor, é que está em jogo. Se os professores se preocupassem com sua própria educação psicológica o benefício seria revertido indiretamente na educação da criança.
A educação do adulto referida acima está ligada diretamente ao seu autoconhecimento e este se dá com a análise profunda de seus sentimentos como, medos, temores, incertezas, raiva, etc.
Não podemos varrer sentimentos que nos perturbem para baixo do tapete, pois cedo ou tarde esta “sujeira” acumulada invadirá nossas vidas nos momentos menos adequados.
Existe a possibilidade de nós mesmos estarmos analisando nossos sentimentos, ou contarmos com amigos e parentes para nos ajudar, porém, por mais sinceras que as opiniões dos outros possam ser nunca deixarão de ser contaminadas pelos próprios sentimentos devido ao envolvimento emocional que estas pessoas tem conosco.
Nestes momentos apenas a ajuda de amigos e parentes não resolve, é necessário buscar auxílio de profissionais experientes que o ajudarão a entender que não precisa “estar perturbado mentalmente” para se sentir com dúvidas ou angustiado. Basta entender que é humano e que viver pode não ser fácil.
O trabalho psicoterápico é destinado a qualquer pessoa que deseja buscar o autoconhecimento como meio de crescimento, como também, àqueles que estão passando por momento difíceis na vida. O apoio psicoterápico é sempre útil nas mais diversas situações de perdas, crises existenciais motivadas por fases etárias, etc.

Errar sempre tem valor


A insistente dedicação às malditas continhas acabou criando outro desvio: a valorização excessiva dos resultados. "Tem professor que, na correção, só olha as respostas"....
......precisam ser evitadas:

* problemas têm sempre solução;
* e são sempre expressos na forma de um texto;
* é preciso resolvê-los com um conjunto de contas;
* os dados para a resolução aparecem na ordem direta;
* todos os dados estão no enunciado;
* a resolução deve ser rápida;
* se errar, não adianta investigar, é preciso começar de novo;
* o acerto só vem com esforço e prática;
* uma questão não pode gerar confusão ou dúvida, pois o professor não pode fazer isso com sua turma;

Lúdica - essa proposta é uma contribuição







- A educação lúdica está distante da concepção ingênua de passatempo, brincadeira vulgar, diversão superficial. Ela é uma ação inerente na criança, no adolescente, no jovem e no adulto e aparece sempre como uma forma transacional em direção a algum conhecimento, que se redefine na elaboração constante do pensamento individual em permutações com o pensamento coletivo.
- Educar ludicamente tem um significado muito profundo e está presente em todos os segmentos da vida. Por exemplo, uma criança que joga bolinha de gude ou brinca de boneca com seus companheiros não está simplesmente brincando e se divertindo; está desenvolvendo e operando inúmeras funções cognitivas e sociais; ocorre o mesmo com uma mãe que acaricia e se entretém com a criança, com um professor que se relaciona bem com seis alunos ou mesmo com um cientista que prepara prazerosamente sua tese ou teoria. Eles educam-se ludicamente, pois combinam e integram a mobilização das relações funcionais ao prazer de interiorizar o conhecimento e a expressão de felicidade que se manifesta na interação com os semelhantes.


"Bem-aplicada e compreendida, contribuirá concretamente para a melhoria do ensino, quer na qualificação e formação crítica do educando, quer para garantir mais satisfatoriamente a permanência do aluno na escola (diminuir a evasão), quer para redefinir valores e para melhorar o relacionamento e ajustamento das pessoas na sociedade e o direito de cidadania."

O Trabalho


* Trabalhar as disciplinas de forma globalizada (integrada e não compartimentada);
*As atividades integradas na relação aprendizagem

Ao propor ensino através da pesquisa, facilmente percebi que esse é um ótimo caminho para despertar noções de cidadania e consciência social e ambiental – além de um grande número de outras competências. Neste sentido, também o aluno precisará tomar consciência de que a aprendizagem é entendida como um processo contínuo de busca de informações, de interpretação, de sistematização, de análise e de reformulação dos conhecimentos, de habilidades e de atitudes intelectuais, afetivas e motoras.


“As disciplinas como estão estruturadas só servem para isolar os objetos do seu meio e isolar partes de um todo. Eliminam a desordem e as contradições existentes, para dar uma falsa sensação de arrumação. A educação deveria romper com isso mostrando as correlações entre os saberes, a complexidade da vida e dos problemas que hoje existem. Caso contrário, será sempre ineficiente e insuficiente para os cidadãos do futuro”. (MORIN, 2003, p.113).


O professor deve ter consciência da importância de cada campo de conhecimento, mas precisa perceber também que, com a iluminação de outros olhares, vai ficar muito mais interessante.
O educador pode procurar ter essa cultura menos especializada, enquanto não existir uma mudança na formação e na organização dos saberes. Somente uma comunicação entre os campos do conhecimento vai proporcionar o nascimento de uma nova cultura, e essa, sim, deverá perpassar a formação de todos os profissionais.
Na realização dos projetos de pesquisa, os alunos não precisaram estudar os mesmos conteúdos ao mesmo tempo. No entanto, sempre que alguém descobria, encontrava informações que poderiam servir aos outros grupos, levavam ao conhecimento dos integrantes daqueles grupos de estudos. Materiais para ilustrarem seus trabalhos também eram trocados entre eles, e quando montavam cartazes, painéis, textos, enfim, quando realizavam atividades sobre o tema específico de cada grupo, as crianças como um todo, queriam participar das atividades, o que foi lhes permitido.
Tentar responder as suas curiosidades foi permitindo que as crianças começassem a se localizar no seu espaço, na comunidade, no mundo e a perceber correlação dos saberes.
O caminho mais seguro para fazer a relação entre os saberes foi se basear em uma questão real, permitindo que os conteúdos fossem ensinados e aplicados na prática, o que deu sentido ao estudo.


“Quando as disciplinas são usadas para a compreensão dos detalhes, os alunos percebem sua natureza e utilidade” (ZABALA, 1998 p. 37).


Num lugar real, o aluno precisa se dar conta da montanha de relações que se estabelecem entre os vários conteúdos. Se não for assim, a atividade não terá sido bem-sucedida. Ou seja, quando a escola leva os estudantes a explorar a realidade, é inevitável que isso envolva todos os campos do conhecimento. Afinal, há geometria nas formas da natureza; há arte nas construções; há história e geografia em cada lugar por onde passamos.

Métodos de ensino....




Metodos de Ensino: cartilha x material concreto...
* mostrar para o aluno que atraves do material concreto podemos facilitar aprendizagem;
* adaptar o método de ensino às necessidades de cada aluno é, na realidade, um procedimento fundamental na atuação profissional de todo educador, já que o ensino não ocorrerá, de fato, se o professor não atender ao jeito que cada um tem para aprender. Faz parte da tarefa de ensinar procurar as estratégias que melhor respondam às características e às necessidades peculiares a cada aluno. Há professores que adotam sempre o mesmo ritual em sala de aula: ao chegar, fazem a chamada, levam aquele “papo” introdutório de boas-vindas e de identificação da data e do dia da semana, recolhem as tarefas, corrigem as tarefas e passam então para a “apresentação” do novo conteúdo; escrevem a matéria na lousa, instruindo os alunos para copiá-la. Após terminar a atividade de passar a matéria começam a ler o que está escrito na lousa. Após terminada a leitura, muitas vezes tida como explicação, passam exercícios para os alunos fazerem. Enquanto eles fazem a atividade, o professor às vezes vai andando pela classe, cuidando para que a disciplina e o silêncio se mantenham. Após o tempo que acha adequado, passa à correção dos exercícios, às vezes na lousa, às vezes individualmente, pedindo a cada aluno que leve seu caderno até a mesa do professor. Quais os problemas que você veria neste tipo de procedimento?
Certamente está pensando:
Será que ele sabe qual o nível de conhecimento de cada aluno sobre
esse assunto para poder planejar quais os passos a adotar?
Será que ficar copiando um tema da lousa favorece a aprendizagem?
Será que esta seria a única forma de abordar esse assunto?
Ou ainda, será que repetir, em voz alta, o que está escrito na lousa ajuda a dar significado ao conteúdo focalizado?
Será que o professor não poderia variar um pouco as estratégias de que se utiliza, em função da natureza dos conteúdos que vai abordar?
Será que uma estratégia única funciona bem com todos os alunos?
Será que ele não poderia adotar estratégias diferentes com alunos ou
grupos que delas necessitassem, de forma que todos os alunos da classe pudessem ter a mesma oportunidade para apreender o conhecimento
que ele está querendo socializar?
Essas, dentre muitas outras, seriam questões que poderiam muito bem se aplicar à análise de qualquer processo de ensino. Seriam também questões que podem sinalizar ajustes que vão se mostrando necessários para atender a características específicas dos diferentes alunos em seu
processo de apreender e construir conhecimento.
Muitas vezes, para responder efetivamente às necessidades educacionais especiais de alunos, faz-se necessário modificar nossos procedimentos de ensino, tanto introduzindo atividades alternativas às previstas, como introduzindo atividades complementares àquelas que havíamos originalmente planejado.
Assim, por exemplo, ao partir de um objetivo de ensino “ao final desta aula os alunos deverão ser capazes de descrever pelo menos três tipos de folhas”, o professor pode planejar utilizar-se de um álbum de folhas, por meio do qual possa mostrar para os alunos os tipos que planejou ensinar.

terça-feira, 21 de agosto de 2007

A formação exige prática



É provável que a frase mais dita sobre a educação matemática nas escolas seja "os professores são mal preparados".Em geral argumenta-se que a culpa é de curso ruins.Mas não existe uma licenciatura em Matemática que forme os professores de nossos sonhos. Em primeiro lugar porque tralhamos com alunos reais, com histórias, experiências de vida (escola e não escola), qualidades e dificuldades distintas. Em segundo porque lidar com essa diversidade exigem maturidade, adquirida com somente experiência profissional, reflexão sobre a prática e melhor capacidade de tomar decisões a respeito de situações novas que surgem no cotidiano.

"Os professores não são mal preparados.
Mal preparado é o modelo de formação docente".